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2002: O CENTENÁRIO

No Centenário da Festa das Árvores o Poder Público Municipal realizou algumas ações com o objetivo de reforçar a importância desse evento histórico para o campo do Meio Ambiente no país. Entre elas, a inauguração do monumento, localizado em frente à Escola Estadual Coronel Justiniano Whitaker de Oliveira. Foi organizada uma solenidade que contou com a presença do então governador do Estado, Geraldo Alckmin, e de autoridades locais e regionais. No Legislativo, foi proposta e aprovada a lei n. 3.383, que dispõe sobre as normas de arborização no município, privilegiando o plantio de árvores nativas da região.

Foto do monumento comemorativo do centenário da Festa das Árvores, localizado na praça da escola E.E. Coronel Justiniano Whitaker de Oliveira. O monumento é uma grande pedra com o centro vazado fazendo o formato de uma árvore.

Monumento ao 1º Centenário da Festa das Árvores.

Nesse ano também foi lançado o livro “História da 1ª. Festa das Árvores do Brasil”, até hoje a maior referência bibliográfica sobre o evento, do biólogo ararense Wenilton Daltro. O autor continua seu trabalho de pesquisa relacionado ao assunto e é um grande defensor da realização do evento como meio de valorização da cidade, preservação de sua memória e como uma oportunidade de seguir discutindo pautas ambientais e conservação do meio ambiente.

 

Para a realização dessa primeira edição virtual da Festa das Árvores, entrevistamos Wenilton, no dia 12 de maio, a respeito de sua pesquisa e recolhemos algumas informações importantes. Sobre a repercussão jornalística do evento, Wenilton diz:

Na imagem, cópia colorida e reeditada pela Fundação Nestlé de Cultura em 2002, da edição da Revista da Semana sobre a Festa das Árvores em Araras. O fundo da imagem é amarelo, com árvores desenhadas na lateral esquerda e com partes em cores vermelho e laranja. No primeiro plano informações sobre a Festa e o nome da Revista.

Capa da Revista da Semana reedita pela Fundação Nestlé de Cultura em 2002.

"[...] esta primeira festa [...] teve cobertura realizada por 10 jornais paulistas e cariocas, inclusive um jornal da comunidade italiana, o Fanfulla, o que demonstra que ela foi um acontecimento de grande relevo, ressaltando-se que teve cobertura de órgãos da imprensa das duas maiores cidades do País ou seja, São Paulo e Rio de Janeiro, sendo que nesta cidade, a famosa Revista da Semana ─ um fascículo dominical que vinha encartado dentro do Jornal do Brasil ─ criou um número especial para documentar o evento, publicação esta que acabou se tornando o primeiro registro brasileiro ilustrado especialmente dedicado a documentar um evento do gênero, e mais, esta publicação foi a pioneira no País naquilo que veio a ser conhecido como 'fotorreportagem'. Este suplemento era distribuído nas principais capitais do País e fazia matérias sobre eventos importantes que aconteciam por todo o Brasil."

Outro ponto interessante da entrevista foi o momento em que Wenilton trouxe uma  informação pouco conhecida sobre a famosa palmeira Macaúba que por muito tempo foi considerada símbolo da Festa das Árvores, pois teria sido a última remanescente do plantio:

 

"Quanto à uma possível segunda edição de meu livro, há erros a serem sanados, como, por exemplo, haveria que se eliminar o capítulo sobre a palmeira Macaúba, pois descobri que ela não foi plantada por ocasião da primeira festa, um conceito, ao que parece, surgido na década de 70, e que foi demolido depois com o encontro de novas fotos de décadas posteriores à festa mostrando que ela não estava ali."

Na imagem, cópia digitalizada da Capa do livro “História da 1ª. Festa das Árvores do Brasil” de Wenilton Daltro.

Capa do livro "História da 1ª Festa das Árvores do Brasil" de Wenilton Daltro.

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