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O ESTADO DE SÃO PAULO NO INÍCIO DO SÉCULO XX

Naquele período, início do século XX, a cafeicultura e as ferrovias estavam se expandindo pelo Oeste Paulista e o estado de São Paulo vivenciava a expansão da ocupação do seu território, com o crescimento da população oriundo do fluxo de famílias europeias e japonesas, atraídas para as plantações de café.

Em 50 anos, (entre 1900 e 1950) a população de São Paulo quadruplicou, gerando pressão cada vez mais intensa nas florestas, em virtude de seus diversos usos, como domésticos, industriais, recreação e transporte. De acordo com alguns pesquisadores, em 1907, o Estado já tinha desmatado mais de 40% de suas matas.

Fotografia em sépia mostra homens, crianças e um cachorro sentados em cima do tronco de árvore cortado que está sendo transportado à serraria Engenho Brasil, no chão, homem, mulher e criança também posando para foto.

Legenda: Transporte de tronco de árvore (início do século XX).

Acervo: Casa da Memória de Araras.

Fotografia em sépia de carreto que aconteceu na rua América. Vários bois em fila puxam uma carroça com uma tora de jequitibá com destino à serraria Engenho Brasil.

Carreto de bois levando tora de jequitibá no Centro de Araras-SP (inicio do século XX).

Acervo: Casa da Memória de Araras.

Nesse contexto, a realização da Festa das Árvores em 1902, fazia parte de um esforço de um grupo de cientistas de estimular, na sociedade, a sensibilização sobre a questão florestal e conservação das matas. 


Organizada, principalmente, por Alberto Löfgren (cientista, considerado um dos pioneiros da ideia desenvolvimento sustentável no Brasil), João Pedro Cardoso (engenheiro, responsável por trazer a Festa para a cidade) e Coelho Netto (jornalista e principal divulgador da Festa) a comemoração foi inspirada no Arbor Day, evento realizado nos Estados Unidos 30 anos antes.

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