
Mas você pode estar se perguntando como essa Festa, tão importante e grandiosa, vinda lá dos EUA, veio parar em Araras?
Bom, o fato é que aqui no Brasil existia um grupo de cientistas de diferentes áreas que já vinham falando, discutindo e escrevendo sobre o desmatamento causado pela expansão das lavouras e das ferrovias – especialmente no estado de São Paulo –, e pelo crescimento populacional que recorria em maior degradação ambiental.

Edição nº 1 da Revista do CCLA, de 1902, tendo a “Devastação das Matas” como assunto principal.
Crédito Foto: Martinho Caires.
Fonte: Site CCLA.
Esses pesquisadores faziam parte de uma instituição chamada Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), que tinha (e ainda tem, pois, O CCLA existe até hoje!) sua sede em Campinas-SP e havia sido recém-criado, em 31 de outubro de 1901, como uma instituição dedicada a assuntos relacionados às artes, à história e às ciências. Foi lá que a ideia da realização da Festa das Árvores no país ganhou forma, principalmente por conta desse interesse de muitos dos seus integrantes no movimento conservacionista.
Para se ter ideia, uma das primeiras ações do CCLA foi a indicação da necessidade de leis de proteção à fauna e à flora brasileiras, bem como de iniciativas que destacassem ações sobre a conservação. Inúmeros textos sobre conservação ambiental foram produzidos e publicados pela Revista do Centro de Ciências, Letras e Artes, por exemplo, o texto de João Pedro Cardoso, intitulado “Devastação das matas".
