
Foi Alberto Löfgren (1854-1918) que propôs aos membros do CCLA criar uma festa, no Estado de São Paulo, inspirada no Arbor Day, que ele havia presenciado. Löfgren defendeu essa ideia em colunas de jornais paulistas, argumentando sobre a necessidade de proteção da natureza e a importância de despertar nas crianças o respeito pelas árvores.
Nascido em Estocolmo, na Suécia, Löfgren formou-se em Filosofia e Ciências Naturais, na Universidade de Upsala e transferiu-se ao Brasil em 1874, integrando uma expedição botânica.
O cientista participou de inúmeras iniciativas de pesquisa, entre elas: a organização da Comissão Geográfica e Geológica, cuidando especificamente das áreas de botânica e meteorologia; atuou como figura chave para a abertura do Museu Paulista, argumentando sobre a importância do material botânico que o Estado possuía; e foi um dos idealizadores do Horto Florestal, na área da Serra da Cantareira, em 1896 (o qual recebeu seu nome em 1993, passando a chamar-se Parque Estadual Alberto Löfgren). Foi deste Horto Florestal de São Paulo que vieram as mudas para a Festa das Árvores, em 1902.
Löfgren também contribui para pesquisas científicas no campo das ciências naturais, com instituições variadas, como a Academia de Ciências de Estocolmo e a Academia de Ciências de Berlim, sempre preocupado com os efeitos da ação do homem no meio ambiente, alertando para a importância do trabalho de conscientização ecológica. Foi pioneiro na produção de estudos e análises no campo das áreas da Ecologia, Entomologia e Fitopatologia.

